Jornal do Blogueiro









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Edição de Quinta-feira, Abril 26, 2007

Apenas 2% da blogosfera fala português

Grande permanência on-line e uso de sites como Orkut não se reflete nos blogs. Porcentagem pode ser justificada pelo acesso superficial à web no Brasil..

O Brasil é campeão de horas on-line na internet residencial e os brasileiros dominam ferramentas como Orkut e MSN, mas quando o assunto são os blogs o país passa longe da liderança. De acordo com um levantamento divulgado recentemente pelo site Technorati, que monitora blogs em todo o mundo, o português corresponde a apenas 2% da blogosfera -- apesar de aparecer entre os dez idiomas mais "blogados". Este universo é dominado pelo japonês, que tem 37% dos posts, seguido de perto pelo inglês, com 36%.

"Em relação a outros números da internet do Brasil, isso é pouco. Nos últimos meses temos sido campeões nas horas de acesso, e o MSN e o Orkut são dominados por brasileiros", disse ao G1 Fábio Flaschart, professor da área de internet do Senac São Paulo. "Mas existe um crescimento muito grande nessa área, com a popularização de ferramentas para a criação de blogs, que o usuário iniciante pode utilizar."

Os outros idiomas que estão entre os mais utilizados são o chinês, com 8%; o italiano e o espanhol, com 3% cada; russo e francês, com os mesmos 2% que o português; e alemão e persa, com 1%. O persa é a novidade da lista, impulsionado pelo crescimento no número de blogueiros do Oriente Médio, especialmente no Irã. A porcentagem restante, 5%, é composta por outros idiomas em menor proporção.

A baixa representatividade no universo dos blogs em relação à quantidade de pessoas que falam português no mundo pode ter explicação no modo como se utiliza a internet no Brasil, país que responde pela maior parte dos falantes do idioma. "O consumo da web aqui é muito mais passivo. Uma coisa é ter acesso, outra é usar o ciberespaço como ferramenta da expressão. Apesar da popularização do PC e da internet, o aprofundamento ainda é muito superficial", explica Flaschart.

E é justamente esta questão que faz com que o japonês seja o idioma mais presente nos blogs. Apesar de não ter a mesma abrangência mundial que o inglês, "a facilidade de acesso que os japoneses têm a instrumentos digitais é enorme. Além disso, os aparatos e o acesso são muito fáceis e baratos", conta o professor.

Leia o restante da matéria do G1 clicando aqui!

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Edição de Segunda-feira, Abril 02, 2007

Empresas vasculham web antes de contratar

Um em cada cinco executivos busca informações sobre candidatos. Cerca de 60% deles admitem que esses dados influenciam na contratação.

As empresas contam cada vez mais com a internet antes de contratar novos funcionários - Orkut, blogs e buscas podem funcionar como aliados na hora de descobrir aquilo que o candidato não divulga. Um estudo da empresa de rede social para profissionais Viadeo indica que um em cada cinco executivos procura na web informações sobre pessoas que participam de processos seletivos; 59% desses tomadores de decisão admitem que esses dados influenciam na hora de contratar.

De acordo com o site de tecnologia "ZDNet", que teve acesso ao relatório, 25% dos funcionários da área de recursos humanos já rejeitaram candidatos com base em informações divulgadas on-line. Por outro lado, os internautas continuam ignorando esse tipo de banco de dados, divulgando em sites de relacionamento, blogs ou outras páginas informações que podem prejudicá-los na hora de conseguir um emprego.

O estudo também indica que, em 13% dos casos, o RH optou por contratar pessoas depois de encontrar na internet informações positivas a seu respeito -- isso inclui conquistas ainda desconhecidas para os contratantes e também habilidades demonstradas em sites que haviam sido omitidas durante entrevistas.

"A popularização de ferramentas de busca, como o Google, significa que empregadores em potencial estão a apenas alguns cliques de informações sobre você", afirmou Peter Cunningham, gerente da Viadeo no Reino Unido, ao "ZDNet". Para chegar aos resultados, a pesquisa fez mais de 2,6 mil entrevistas via internet.

Fonte: G1

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